segunda-feira, abril 03, 2006

Fazendo composto



Fazer composto é algo muito simples, mas que parece ser um grande mistério...
O composto é algo que dá uma mãozinha para a natureza, e agiliza, potencializa o processo de formação de solos.
Nele existe uma proporção entre carbono e nitrogênio, matéria orgânica, palha e água, para transformar estas coisas em solo a ser usado na horta, ou numa excelente refeição para as minhocas, que com ele produzem húmus - e que vale ouro para as árvores e horta.
Nesta postagem vamos ver um processo de fezer um composto. No primeiro momento cortamos a palha. Este em geral é um problema - a biomassa...Em Yvy Porã tivemos gado por 30 anos e desde 2003 estamos com a reconstituição das pastagens. MUITA biomassa, aí é pegar a roçadeira e limpando os caminhos temos a palhada. O volume da foto foi de um dia de trabalho, e para se ter uma idéia do volume, Jorge tem 1,93m de altura. Quer dizer, era muito pasto, aproximadamente 2 m³.


Uma semana depois esta pilha soltava fumaça ao se revirada, quer dizer, a palha verde iniciou sozinha o processo de compostagem e diminuiu bastante sua altura. Na semana seguinte fomos aos vizinhos coletar estrume de vaca, fresco, assim, do pasto mesmo- temos biomassa, mas falta estrume... Agora é fazer o "bolo", cuidando para que fique com a forma o mais cilíndrica possível, isto é, cuidado para não ir "afinando" à medida que sobe. Este bolo é composto por camadas de palha, camadas de estrume. A cada camada de estrume uma boa molhada para ajudar na compostagem. Assim até o final, que deve terminar com uma camada de palha.
É ideal que esta pilha fique coberta por uma lona, para evitar que a chuva "lave" e esfrie o processo. A cada 2 dias, se possível vira-se o comporto, o que está em cima vai para baixo, o que está dentro, vai para fora, e assim por diante. Para saber se o processo está indo bem, coloque o braço no meio da pilha, sua mão deve sentir o calor, quase sem aguentar o quente e o cheiro é de "terra da floresta", quer dizer um cheiro de terra, com bolor...Se estiver frio faltou estrume. Se estiver fedendo, faltou palha. Corrija na hora de virar...
Depois de 3 semanas está pronto, use-o na horta, ou coloque para que as minhocas complementem o trabalho!
Este composto da foto foi feito com o Ze Carlos, Edla, Mariani, Bel, Jorge, Suzana e a deliciosa visita do casal Deise e Bernardo.

quinta-feira, março 23, 2006

Mutirões Espontâneos

Uma das vocações de Yvy Porã é aprender a estar na terra, aprender com ela e fazer para ela e ao mesmo tempo compartilhar nosso tempo entre amigos. Esta vocação faz com que "mutirões" aconteçam espontaneamente, como este ai, em fevereirode 2006. Num final de semana o grupo "encarou" um novo círculo de bananeiras e um canal de infiltração para o novo banheiro que será construído ainda este ano. Segundo o princípio de não colocar o carro à frente dos bois, antes de ter o banheiro em uso, fazemos o tratamento dos efluentes que virão, dando tempo para que as plantas estejam no seu tamanho adulto para poder fazer o porcesso completo de evaporação dos efluentes.
O círculo de bananeiras irá evaporar a água do chuveiro, e como este fica ao lado da casa mãe, e prevemos que ali poderão estar hospedadas até 10 pessoas para cursos, etc, deveria ser um círculo grande, com possibilidade de excedentes ainda, que iriam para um canal de infiltração.
No primeiro plano estão Jean e Jorge André cavando um enorme círculo de bananeiras (1,2 de diâmetro), ao fundo Jorge cavando os caminho ao redor do círculo para que a grama não invada, e à direita Mariani cavando um canal de infiltração e Wilian descansando do seu turno de trabalho, pois havia recolhido toda a palha roçada para cobrir os canais.
Neste canal foram colocados cavacos de bambús, para que caso fique com muita água, não seja um criadouro de mosquitos, e depois foi coberto com palha. Em toda borda, tanto do círculo, como do canal foi plantado feijão de porco para adubação verde. Na borda de baixo dos canais plantamos ainda mamões, incrementando a zona 2 ao redor da casa, já que ao fundo pode-se ver as bananeiras na parte mais baixa, onde temos excelente solo e muita umidade.
Foi muito trabalho, mas estar aprendendo sempre é bom, e melhor ainda conviver com amigos tão queridos e parceiros de trabalho.
Na foto a seguir está a mesma paisagem 1 mês depois, com os feijões de porco já grandinhos e os mamoeiros começando a aparecer.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Verão


No verão a explosão de vida aparece muito forte nas plantas, as garmíneas crescem muito, boa época para biomassa! Biomassa para fazer canteiros, panelas, mulch.
Mas as árvores pequenas sofrem com o sol, com a chuva extrema, ou falta dela...Uma proposta é plantar um feijão guandu (uma leguminosa arbustiva, perene) na pesma panela que uma frutífera, realizando várias funções ( nitrogena o solo, faz uma meia sombra para a árvorezinha e ainda dá feijões comestíveis).

terça-feira, dezembro 27, 2005

Natal 2005


Natal
Em tempo de rever, repensar a vida, o mundo, as coisas...
Natal da frugalidade, da simplicidade, do prazer de VIVER e estar num lugar calmo!
Natal...em Yvy Porã!
Refazendo os significados da data
do céu nublado, que na madrugada virou um tapete estrelado!
NAtal...









"De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Fazer da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...."
Fernando Sabino

quarta-feira, outubro 26, 2005

sábado, outubro 08, 2005

Pessoas de Yvy Porã




Nesta postagem estão as pessoas de Yvy Porã... Sempre entendo que olhar os rostos e dizer quem são as pessoas é um bom caminho à pessoalidade das relações, além de trazer a sensação de autoria, responsabilidade e orgulho pelas ações desenvolvidas.
Como dito anteriormente, é um grupo de permacultores, com excessão da Barbara. Todos os outros Edla e José Carlos, Antonio Carlos Mariani, Suzana e Jorge Timmermann, Jorge André são permacultores.

Um espaço para compartilhar o tempo, a vida, a Terra


Este é um espaço para comunicação e compartilhar informações sobre Yvy Porã- uma estação de permacultura em São Pedro de Alcântara SC. Este é um projeto coletivo, que nasceu da vontade de um grupo de amigos de estarem juntos, rever conceitos, reaprender a estar na terra e dela tirar seu sustento. Ser sustentável este é o desafio!
Yvy Porã se concretizou em 1º de agosto de 2003, quando compramos o espaço e prosseguimos no nosso caminhar, agora na Terra e não apenas nas idéias de compartilhar. Numa área de 82 hectares, sendo 10 he de pastagens e 72 de mata atlântica em recuperação passamos agora a ter um espaço para esta convivência. Logo de saída definimos que a "cola" que nos uniria, e pautaria todo nosso fazer seria a permacultura, como ferramenta de sustentabilidade.

- Cuidar das pessoas
- Cuidar do Planeta
- Compartilhar excedentes
- Restringir o consumo

Como todo projeto permacultural, passamos o primeiro ano observando o espaço, vendo os ciclos da Natureza e plantando, plantando muitas e muitas árvores- frutíferas e leguminosas, recuperando a pastagem nativa, sobrepisada por 30 anos de gado.
A recuperação foi espantosa, biomassa é o que não nos falta! Temos um clima ameno, subtropical, muita umidade, o que nos permite um trabalho com muitas frutíferas, que é onde vemos muitos resultados nestes primeiros tempos.
Ao final do primeiro ano, o grupo fez o primeiro design de Yvy Porã, onde contemplamos áreas coletivas, zonas 1 para cada família, além do detalhamento da zona 1 da casa mãe- esta construção de 1929 que aparece na foto.
Neste tempo Yvy Porã ainda mostra outra vocação sua, que é a de acolher e receber pessoas, para trocar, para colocar a mão na terra, para simplesmente estar juntos. Assim, muitos podem ser chamados de amigos de Yvy Porã, pessoas que vem, que estão, que plantam uma árvore e que com isso plantam também um pouquinho do seu ser nesta Terra Boa.